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Cinto de segurança: conheça a história

Cinto de segurança: conheça a história

A tecnologia automóvel é um bem indispensável nos carros modernos. No entanto, as tecnologias mais sofisticadas de segurança ativa que existem hoje partem de um pressuposto chave: os ocupantes dos automóveis têm o cinto de segurança posto.

Neste artigo, prestamos homenagem a este clássico sistema de segurança que continua a ser um dos mais eficazes de sempre. Como surgiu? Como se implementou o seu uso? Como se tornou um gesto automático do nosso dia-a-dia?

Salvos por um gesto

Hoje em dia, colocar o cinto de segurança quando chegamos ao carro é, praticamente, um gesto automático. No entanto, nem sempre foi assim. No início do séc. XX os carros vinham da fábrica sem cinto de segurança e a lei que obriga ao seu uso em carros ligeiros foi implementada em Portugal apenas em 1993.

Este gesto, tão familiar atualmente que é quase inconsciente, é o resultado de muitos anos de campanhas de consciencialização e de esforço dos fabricantes de carros para converter este sistema de segurança básico num hábito cómodo e indiscutível.

Cinto de segurança: uma invenção simples e genial

Os primeiros cintos de segurança da história apareceram nas carruagens de cavalos, em Nova Iorque, por volta do ano de 1885, para evitar que os passageiros caíssem durante a sua viagem. Com mesmo propósito de manter o corpo seguro no assento, começaram a surgir mecanismos semelhantes no mundo da aviação: em 1911, o general norte-americano Benjamin Foulois equipou um avião desenhado pelos irmãos Wright, com um rudimentar cinto de segurança.

No entanto, estes cintos de segurança tinham uma característica que os diferenciava dos mais modernos: estavam desenhados tendo como base apenas dois pontos de fixação, pelo que apenas a cinta do passageiro estava protegida. A grande revolução do cinto chegou em 1958, quando foi inventado o mecanismo que hoje conhecemos, com três pontos de fixação.

Uma necessidade premente

Tudo começou nos Estados Unidos. Na primeira metade do século XX, à medida que o mercado automóvel americano crescia, começaram também a aumentar os acidentes rodoviários.

Perante a situação, muitos médicos, que como grupo privilegiado tinham aderido à febre automóvel desde cedo, pediram uma ação contra o aumento alarmante de lesões crânio-encefálicas.

Em 1955, o Jornal da Associação Médica Americana publicou um artigo que incluía uma lista de medidas a implementar para melhorar a segurança dos veículos, entre as quais estava a obrigação de equipar todos os carros com um cinto de segurança.

Muitos fabricantes não prestaram atenção. Na época, equipar um veículo com sistemas de segurança prejudicava as vendas, já que a perceção geral era a de que, se um carro tinha medidas especiais de segurança, isso significava que era pouco seguro.
Porém, alguns fabricantes souberam estar à frente do seu tempo e dar um passo em frente. Um dos primeiros foi o empresário e projetista de automóveis Preston Tucker, que em 1948 já oferecia a possibilidade de equipar seu famoso modelo Torpedo com um cinto de segurança de dois pontos. Embora a Tucker Cars tenha desaparecido logo em seguida, abriu o caminho para o resto da indústria.

Sistema de cinto de segurança em carro Honda

Um evento aeronáutico para o dia-a-dia

Foi o engenheiro aeronáutico sueco Nils Bohlin quem acabou por finalizar o sistema do cinto de segurança moderno. O cinto desenhado por Bohlin não foi o primeiro, mas foi o melhor.

Em 1951, Roger W. Griswold e Hugh DeHaven já tinham tentado patentear o chamado “CIR-Griswold”, com três pontos de fixação e que seguravam a cintura e o peito. O sistema era eficiente, mas tinha um problema grave: requeria demasiado esforço dos condutores, que ainda estavam pouco conscientes dos perigos da estrada.

Bohlin trabalhou neste aspeto e, em 1959, patenteou um cinto de segurança com 3 pontos de fixação, que se enrolava automaticamente e que os condutores podiam apertar com um simples movimento. Com esta combinação de eficiência e comodidade, Bohlin acertou na fórmula. Pouco depois, esta patente foi libertada para que pudesse ser livremente usada por qualquer fabricante. Mudou para sempre a história dos automóveis.

Honda Sensing: o sistema de segurança Honda

Para além do cinto de segurança, os carros Honda contam com um sistema de segurança avançado, que integra diversas funcionalidades: o Honda Sensing.

Integrado no Honda Sensing, irá encontrar o Sistema de Direção de Mitigação de Colisões de Peões, o Sistema de Apoio na Faixa Rodagem, o Sistema de Travagem por Mitigação de Colisões, o Cruise Control Adaptativo, entre muitos outros sistemas que irão auxiliar a sua condução.

Quando conduz um carro Honda, sabe que estará sempre em segurança. No entanto, lembre-se: por muita segurança que o seu carro lhe ofereça… coloque sempre o cinto de segurança!

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