A Honda não é apenas uma marca de automóveis, é muito mais do que isso. É uma afirmação de valores de sustentabilidade, preocupação com a sociedade e capacidade para sonhar. Neste artigo ficamos a perceber porquê.
O poder dos sonhos. Na Honda a frase «the power of dreams» não é apenas um slogan, é uma declaração de princípios muito mais abrangente do que a simplicidade das suas palavras permite adivinhar.
O «poder dos sonhos» é desde a fundação da Honda, em 1948, por Soichiro Honda, aquilo que motiva os seus 223 mil funcionários em todo o mundo a superarem-se diariamente. Seguindo os passos do seu fundador, a Honda acredita que o sonho é a força criativa, capaz de produzir ideias inovadoras.
Como veremos mais adiante, tudo isto é — mais do que um sonho — uma realidade que acompanha a Honda há 72 anos.
1. As motas nasceram primeiro
Reconhecida pela maioria das pessoas pela sua divisão automóvel, foi através dos motociclos que a Honda começou a desenvolver das suas soluções de mobilidade.
Um facto que não mereceria tanto destaque, não tivesse sido um motociclo da Honda o «motor da economia» do continente asiático desde a década de 60.
Foi a Honda, e mais concretamente o modelo Honda Cub, que colocaram a Ásia em movimento, oferecendo a milhões de pessoas um meio de transporte económico, fiável e rápido que permitiu alargar as fronteiras da economia.
Uma conquista que nasceu de um sonho de Soichiro Honda: democratizar a mobilidade de tal maneira, que até um jovem trabalhador possa aceder a ela.
2. Honda Civic. O modelo que superou uma crise
A primeira geração do Honda Civic foi a resposta da marca nipónica à crise petrolífera de 1973. Mais uma vez, a Honda ousou ir mais longe — ou se preferirem, sonhar — numa altura em que a economia mundial atravessava uma enorme crise, motivada pelo aumento exponencial do preço do petróleo.
Enquanto toda a indústria retraía, a Honda lançava a tecnologia CVCC (Compound Vortex Controlled Combustion) que podemos apontar como «avô do sistema VTEC». Este sistema fez do Honda Civic de primeira geração um dos automóveis mais eficientes e económicos do mercado. Um sucesso que dura até aos dias de hoje.
3. F20C. O motor com maior potência específica por litro
Ainda vamos apenas no terceiro ponto, e a Honda já colocou um continente em movimento e contornou uma crise mundial.
Agora vamos recuar a 1999. Ano em que a Honda colocou o mundo inteiro a sonhar com vista para o céu: era apresentado o Honda S2000, um roadster de dois lugares.
Volvidas duas décadas, o Honda S2000 ainda é um dos roadsters mais aclamados de sempre. Além do seu design intemporal, tinha no seu motor um dos principais motivos de interesse.
O que muitos não sabem é que o Honda S2000 foi durante 10 anos o detentor do motor atmosférico de produção com maior potência específica por litro.
Conhecido internamente pelo nome de código F20C, este motor 2.0 litros de 240 cv equipado com o sistema VTEC era capaz de desenvolver 125 cv/litro e atinge as 9 000 rpm. Um motor que serviu como exemplo da capacidade técnica da Honda ou, se preferirem, de sonhar mais além.
4. O mundo gira com motores Honda
A Honda está envolvida em três áreas principais de negócios — motociclos, automóveis e produtos de força – que são principalmente acionados por motores.
Com uma produção anual de 30 milhões de motores, a pequena empresa fundada em 1948 por Soichiro Honda, é hoje a responsável por colocar em movimento muitas indústrias e atividades em todo o mundo.
Uma diversidade de oferta que faz da Honda a maior produtora mundial de motores.
5. A aposta comprometida na sociedade a hidrogénio
No final da década de 1980, a Honda acreditava que os carros do futuro seriam movidos a energia gerada a partir do hidrogénio e iniciou a pesquisa no âmbito da pilha de combustível a hidrogénio.
Em 2008, a Honda anunciou o FCX Clarity e, em 2016, lançou a célula de combustível Clarity, que evoluiu ainda mais o conceito.
Uma pesquisa que a Honda faz, não só na qualidade de marca de automóvel, mas também de maior produtora mundial de motores.
É nessa qualidade, que a Honda entende que é a sua missão reduzir ou interromper as emissões de CO2. Para esse fim, a Honda pretende criar uma sociedade livre de carbono, que não dependa de combustíveis fósseis, o mais rápido possível.
A Honda é uma empresa que faz “o que deve ser feito”. Isso não vai mudar, e é o que faz da Honda uma empresa que vale a pena existir. Se apenas procurássemos o lucro, Soichiro Honda (fundador da Honda) não nos perdoaria.
Toshihiro Mibe (diretor da Honda R&D Co)
6. A única marca de automóveis com um… aeroporto e um avião.
Continuamos no domínio do sonho (ambição) e da realidade. Tendo em conta a paixão de Soichiro Honda por aviões — aos 25 anos aproveitou a distração de um piloto francês que fazia a escala em Tóquio para voar pela primeira vez—, não é de admirar que a marca por si fundada se viesse a envolver no ramo aeronáutico.
Desde 1986 que a Honda está envolvida no desenvolvimento e pesquisa de tecnologias para a aviação, que permitam a produção de aviões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
Em 2016 surgiu finalmente o HA-420, um avião a jato produzido pela Honda, cuja produção está localizada junto à sua fábrica principal no Japão, de onde todas as unidades produzidas saem a voar.
A Honda é a única marca com soluções de motores para automóveis, motas, barcos, equipamentos agrícolas e industriais e… aviões!
7. Honda. A produtora de… soja
Este é um dos factos que menos pessoas conhecem. Além de produzir todo o tipo de motores como já vimos, a Honda também produz… soja.
Perante a escassez de terrenos e a imensa procura de soja e derivados de soja no Japão, desde 1986 que a Honda começou a produzir e importar este produto dos EUA para o Japão.
8. Uma das marcas mais fiáveis do mundo
Há mais de 30 anos que a Honda é presença habitual nos lugares cimeiros dos estudos de satisfação e de fiabilidade do mercado automóvel.
A aposta na qualidade dos seus modelos e componentes, tem valido à Honda a reputação de «marca de confiança» por todos os consumidores. Uma reputação que se estende ao valor residual no mercado de usados, onde a fiabilidade dos seus modelos se traduz em valores residuais mais elevados.
9. Inteligência artificial
Através da divisão Honda Robotics, a marca nipónica tem vindo a desenvolver robôs há já algumas décadas, sendo o melhor (e mais conhecido) exemplo do seu trabalho o ASIMO, um robô humanoide que a marca lançou no ano 2000 (e desde então tem vindo a atualizar) e que resultou de um trabalho iniciado em 1986 para criar um robô que andasse como o ser humano.
Hoje o desafio é outro. Com uma população mundial cada vez mais envelhecida, a Honda quer ajudar nas soluções de mobilidade não só para máquinas, mas também para humanos.
A Honda Robotics está agora dedicada à criação de várias tecnologias e robôs destinados a ajudar o ser humano, principalmente para indivíduos com mobilidade reduzida.
10. A preocupação com o crescimento sustentável
Este é o último facto, mas não deixa de ser um dos mais importantes. A Honda é fiel ao princípio de produzir onde existe procura. O objetivo deste princípio é ajudar a desenvolver as regiões que hospedam as suas unidades produtivas.
Ao todo, são 474 subsidiárias e afiliadas nos quatro cantos do mundo, com 72 unidades de produção e 35 centros de Pesquisa & Desenvolvimento.
Toda esta operação só é possível graças a mais de 220 mil colaboradores espalhados pelo mundo. Todos eles movidos pelo espírito de inovação presente no DNA da Honda: o poder dos sonhos, «the power of dreams».
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