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A conquista de um sonho chamado Honda CRX

Entre brincadeiras de rua, corridas com os miúdos do bairro ou jogos de bola a toda a hora, ouvimos um dia, bem lá ao fundo, um som que nos para. Voltamo-nos e, na nossa direção, vemos algo que só pode ter vindo do futuro. Preto, brilhante, saído de um filme de Hollywood. Arrepiamo-nos com o som. A nossa pulsação acelera.  E do nada fazemos parte de um sonho, um sonho que a partir desse dia está em todo o lado. Um sonho que tem um nome: Honda CRX.

Feito para desviar olhares

Em 1991, havia um automóvel que parecia ter sido criado com um objetivo: atrair todos os olhares para si. Onde quer que estivéssemos, era quase impossível não virarmos a cabeça, quando o seu carismático som se fazia ouvir. Lembro-me perfeitamente de pensar no filme “Regresso ao Futuro” ou no “Kit”, sempre que um deles passava por mim e achar que estava a ver um. O sentimento era inexplicável. E para uma criança como eu, viria a ser um carro que marcaria o resto da minha vida.

O meu pai era militar na base de Monte Real. Quando chegava a hora de o poder visitar a ânsia crescia, pois, naquela altura, o Honda CRX era moda junto dos militares, que com um ordenado fixo e estável, acabavam por escolher o CRX como o desportivo de eleição. Brincávamos muito que, com o seu barulho e design exuberante, era o “Ferrari dos Pobres”. Sabia lá eu o valor que este modelo viria a ter para mim.

20 anos de adoração

O dia de tirar a carta chegou. Conquistei-a com louvor e no meu pensamento apenas um automóvel: o Honda CRX. Trabalhei para juntar o dinheiro suficiente para o conseguir. No entanto, as necessidades faziam-me viver com os pés bem assentes na terra.

Sempre que conseguia dinheiro suficiente para comprar um automóvel, a cabeça tinha que dar lugar ao coração. O meu pai lá me dizia: “Filho, é um carro antigo. Gasta muito para as tuas viagens.” E eu lá ia concordando. Mas nunca, nunca mesmo, por um momento só viria a desistir do meu sonho.

A vida foi passando devagar, até ao dia em que ficou a um nível que me permitia voltar a pensar naquele CRX da minha infância. Foi o momento de voltar a despertar a paixão e dizer: “É desta que o tenho.”

Andei três anos à procura. Três anos a devastar inúmeros websites de venda de automóveis, para o encontrar. E ele lá ia aparecendo, pontualmente, mas voltava a enterrar os pés na areia quando percebia que o Honda CRX voltava a estar na moda e valorizara. Para meu desconsolo, as pessoas que tinham a felicidade de ter um, pareciam insistir em o alterar e eu queria muito um original.

Um amor em família

Iria mesmo desistir do sonho ao final de 20 anos? Jamais.

Um dia retomei a procura e lá estava ele: original, a bom preço e tão perto de mim. Nesse dia agendei contacto e visita. Eram 100, os quilómetros que me separavam do meu sonho e no Cadaval lá estava ele à minha espera, como se me tivesse esperado estes anos todos.

É muito difícil falarmos do que nos vai no coração nesses momentos. Tinha um brilhozinho nos olhos que era difícil de ocultar. Nem sabia se seria desta vez que ele vinha comigo para casa, mas todas as minhas emoções passavam para o exterior que sim.

 

A última vez que me lembro de ter ficado com aquele friozinho na barriga foi no dia do meu casamento. E até aí me saiu a sorte grande, ao ter como minha esposa uma apaixonada pela Honda, que fez questão que o nosso carro do dia a dia, um Honda Civic, ficasse para sempre registado nas fotografias do nosso casamento. Só conseguia pensar na reação dela quando o tivemos que vender, e a tristeza que lhe havia ocupado o rosto. Viria embora assim do Cadaval?

Arranjei coragem e arranquei em direção ao meu sonho. Viu-o e ele era tudo o que eu imaginara. Pouco havia a apontar, mantinha-se original e só iria precisar de alguma manutenção por ter estado muito tempo parado. No entanto, o medo paralisou-me: ia mesmo ficar com dois carros antigos em casa?

A resposta viria da minha companheira, que se virou para o dono do Honda CRX, pegou no dinheiro e com uma confiança que sempre me conquistou ouvi-a dizer: “Tome, está aqui o dinheiro. Está feito.”

Da garagem para a estrada

20 anos para ser meu e não o pude por à prova mal o tive. A espera foi longa, mas era como um filho que precisava de ser cuidado, sem pressas e com toda a atenção que precisasse. Esteve um ano a ser cuidado, numa oficina da nossa confiança, que só trabalha Honda. Disse-lhes que não tivessem pressa, que fizessem tudo ao seu alcance para lhe dar uma nova vida.

A pior das provas viria para mim: a minha consciência durante esse ano. Tinha um carro numa garagem há mais de um ano. Fazia sentido ter ali aquele dinheiro parado, só por causa de um sonho? Cheguei mesmo a colocar alguns anúncios online, a tentar vendê-lo, para que pelo menos tivesse uma opção caso alguma oferta chegasse.

Mais uma vez, a minha esposa viria a ser fundamental para que este Honda CRX se mantivesse na minha vida. Quando descobriu que havia publicado esses anúncios, rapidamente a ameaça chegou até mim: “Ou tiras já esses anúncios daí ou saio porta fora!”. Não a posso julgar, o calvário foi grande até que eu finalmente o tivesse.

Haverá sempre espaço para mais do que um Honda na sua vida

A Honda é fiabilidade, é competição. É um modo de vida que, aos olhos de muitos, poderá ser inexplicável. Mas mesmo que o modelo seja familiar, um Honda será sempre para quem gosta de sentir um carro no seu todo.

Os Hondas estão sempre muito associados à cultura automóvel, à street racing, ao tuning… mas é tão mais do que isso! Faço parte de um clube, o Oeste JDM Squad, e somos todos pessoas entre os seus 30 e os 50 anos, a maioria casada e com família, com empregos estáveis, perfeitamente contra todos os estereótipos que muitas vezes surgem.

Há mesmo um grande carinho por esta marca, por exemplo, não chamo o meu CRX por esse nome, é o HX, por causa da matrícula, e já vendemos o Civic há mais de 4 meses e ainda hoje falamos do “VL”, que era a matrícula do carro.

Vou no meu quarto Honda e os problemas são pouquíssimos. Do Logo, Civic, passando pelo Accord, até finalmente chegar ao CRX, só o futuro dirá o que aí vem. Mas o ideal será sempre ter dois carros, ou três… um para a esposa, outro para o marido e outro… bem, para os fins de semana.

Ricardo Inácio
Honda Portugal Automóveis
Honda Portugal Automóveis A Honda chegou a Portugal em 1968, preparada para conquistar os portugueses com a sua inovadora tecnologia e os melhores e mais fiáveis automóveis. Com uma longa história de sucesso no nosso país, a Honda conquistou uma verdadeira comunidade de fãs, que reconhecem na marca a fiabilidade, segurança e tecnologia que nos caracterizam. A competição e a performance estão no nosso ADN e é por isso que, diariamente, continuamos a trabalhar para que todas as viagens sejam verdadeiramente emocionantes. Ver perfil

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