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Honda na Fórmula 1: como se iniciou, motores e prémios

Soichiro Honda com o primeiro carro de Fórmula 1 da Honda

Do sucesso dos motociclos Honda ao desenvolvimento de automóveis para utilização diária, a Honda marcou o mundo da competição automóvel de mais alto nível.

De fornecedora de motores ao seu próprio carro de competição, descubra a história da Honda na Fórmula 1: como se iniciou, os motores e os prémios.

Os primeiros passos da Honda na Fórmula 1

A Honda iniciou-se nas competições com motociclos, nos Campeonatos Mundiais, em 1961. Conquistadas as primeiras vitórias, Soichiro Honda, o fundador da marca, apostou em novas competições, que elevariam a Honda a um novo nível: a Fórmula 1.

Foi graças a Yoshio Nakamura, engenheiro do departamento técnico da Honda, que se iniciou o projeto Fórmula 1. Após algumas visitas de Nakamura a equipas integrantes da competição, em 1963, a Honda fechou uma parceria de fornecimento de motores à Lotus, para o ano seguinte.

Soichiro Honda com o primeiro carro de Fórmula 1 da Honda

A criação do primeiro motor da Honda para a F1

A Honda surpreendeu, desde o início, a equipa Lotus pela sua visão diferenciada das restantes equipas de engenharia. A Honda apresentava a ideia de um motor de 12 cilindros, dispostos num “v” a 60º, baseados nos 125cc dos seus motores de motociclos.

Devido a esta ideia inovadora, os motores passaram a apresentar 220bhp, ainda em 1964. Para manter a distância adequada entre eixos e de forma a garantir uma boa distribuição de peso, o motor foi montando transversalmente.

A ousada tecnologia da Honda destacaria os seus motores dos restantes, determinando que cada grupo de quatro cilindros fosse construído de maneira a funcionar de forma ligeiramente diferente uns dos outros.

Esta mudança na engenharia faria com que cada um dos cilindros complementasse os demais, de modo a garantir não só uma curva de potência suave em toda a gama de rotações, mas também os meios para o motor funcionar no seu melhor, em diferentes tipos de pista.

A maquete do motor RA271E foi enviada para a Lotus, mas o negócio entre as duas marcas nunca se concretizou. Perante a resposta negativa, Soichiro Honda não baixou os braços e decidiu construir o seu próprio carro: o RA271.

O primeiro piloto da Honda na Fórmula 1: Bucknum

A Honda entra em competição

As atenções da competição centraram-se na intenção da Honda de participar com um carro próprio no campeonato desse ano (1964 – 1965), já que não havia histórico de participação de uma marca japonesa na Fórmula 1.

Com Ronnie Bucknum enquanto piloto, a Honda estreou o seu RA271 no famoso circuito de Nürburgring, considerado o mais difícil de todos.

Apesar da desistência da prova, a Honda começou a trabalhar no seu segundo carro de competição para a Fórmula 1, que ficaria pronto a tempo do Grande Prémio de Itália, em Monza.

No entanto, a Honda enfrentava novamente problemas técnicos, que a fariam desistir novamente da competição. Mesmo assim, conseguiu chegar à quinta posição, concentrando esforços na preparação da competição de 1965, avançando com a contratação de Ritchie Ginther como piloto.

Os carros de competição da Honda de Fórmula 1 voltaram a correr

A primeira vitória da Honda na Fórmula 1

Com o novo RA272, Ginther conseguiu qualificar-se em quarto lugar, no GP da Bélgica, conquistando o primeiro ponto da Honda num Campeonato Mundial. Terminaria a prova em sexto lugar.

Foi em França que o piloto conseguiu posicionar a Honda na liderança, pela primeira vez. No entanto, novos problemas mecânicos afastá-lo-iam da competição.

Foram várias as tentativas dos pilotos Ginther e Bucknum para posicionar a Honda nos primeiros lugar, sem sucesso. Até à prova do México.

Ginther conseguiu conquistar o terceiro lugar na qualificação e, após as 65 voltas, conquistou a primeira vitória da Honda, num Grande Prémio.

Novo fôlego na F1 com os novos carros da Honda

A Honda regressou às provas com um novo carro, procurando em manter o estatuto de equipa surpresa da competição. O motor V12 permaneceu, mas, desta vez, instalado longitudinalmente.

O novo RA273 tinha uma potência de 385bhp, a 10,000rpm, mas devido aos seus 743 kg ultrapassava, largamente, o limite mínimo de peso de 500 kg. No entanto, fez a sua estreia no Grande Prémio de Itália, a sétima corrida das nove anuais.

Ginther manteve-se na luta pela liderança até à 17ª volta, mas um problema mecânico ditou o afastamento da prova.

Nunca desistindo de triunfar na Fórmula 1, a Honda construiu mais dois RA275, para que os seus dois pilotos pudessem competir numa nova prova, um mês depois.

Mais uma vez, a Honda teve que esperar pela prova do México para alcançar uma posição dianteira, terminando no quarto lugar.

Piloto Max Verstappen volta a conduzir um carro Honda de Fórmula 1

Um novo piloto e o fim do sonho

Em 1967, a Honda anunciou a contratação de um novo piloto: John Surtees, que conduziria uma versão modificada do RA273, tornando-se no piloto principal da equipa.

Na prova de abertura da África do Sul, Surtees conquistou o terceiro lugar, mostrando que a Honda retomava a competição com a intenção de ganhar.

No entanto, as dificuldades com os motores foram uma constante, impedindo a Honda de obter a tão merecida vitória.

O novo piloto da equipa teve então uma ideia. Surtees pediu para se juntar o V12 a um chassis modificado Lola T90 Indycar. A equipa de engenharia da Honda começou, desta forma, a trabalhar no projeto que levaria à criação do RA300.

Este novo carro era significativamente mais leve, com 608 kg, e, na sua estreia em Monza, conseguiu alcançar o nono lugar na qualificação. Surtees permitiu a conquista da segunda vitória da Honda na F1.

Já em 1968, o RA300 foi otimizado, passando a ser conhecido por RA301. Antes de a Honda se retirar das competições de Fórmula 1, Surtees ainda participou em dez corridas com este carro, sem, contudo, conseguir conquistar o pódio.

Com um orçamento mais apertado do que as restantes equipas, as conquistas da Honda foram motivo de orgulho. Caso os problemas mecânicos não tivessem sido uma constante nas suas provas, era previsível que a Honda se sagrasse campeã.

No entanto, o foco crescente nas baixas emissões e no desenvolvimento dos automóveis de utilização diária, como o S500, obrigou a Honda a cortar o orçamento do projeto Fórmula 1, que viria a ser cancelado, em 1968.

A Honda regressaria à Fórmula 1 vários anos mais tarde, marcada também pela entrada de Ayrton Senna na competição, em 1984.

Em 1988, o piloto integrava a equipa McLaren-Honda, dando inicio a uma história que continua a fazer parte do imaginário dos fãs desta competição.

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